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MORADORES DE PIQUIÁ DE BAIXO REALIZAM INTERCÂMBIO NO ASSENTAMENTO NOVA CONQUISTA

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MORADORES DE PIQUIÁ DE BAIXO REALIZAM INTERCÂMBIO NO ASSENTAMENTO NOVA CONQUISTA

Moradores do bairro Piquiá de Baixo se encontraram na última quarta-feira (08), para realizar um intercâmbio no assentamento Nova Conquista, a aproximadamente 40 quilômetros de Açailândia. O encontro foi promovido pela Associação de Moradores de Piquiá de Baixo e Rede Justiça nos Trilhos em parceria com o Assentamento.

 

O objetivo do intercâmbio foi promover o compartilhamento das experiências de lutas, conquistas e resistências das comunidades e a integração para o fortalecimento das reivindicações coletivas. A socialização das experiências aconteceu na escola Oziel Alves.

 

Para a educadora e militante do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra de Nova Conquista, Deuzielma de Oliveira, esse encontro é importante porque cria um vínculo de luta e resistência entre as comunidades. “É preciso ter resistência, é preciso lutar e resistir sempre, e a base de sustentação dessa luta é a escola, lugar por onde a gente começa a fazer a revolução”, diz.

 

Dentre as atividades realizadas no assentamento, os moradores de Piquiá foram convidados a conhecer os principais estabelecimentos da comunidade, como o Posto de Saúde, o Sistema Comunitário de Abastecimento de Água, e outros espaços conquistados a partir de reinvindicações.

 

Willian Pereira, morador de Piquiá de Baixo, explica que essa é uma oportunidade para fortalecer a parceria como o MST, com quem compartilha a luta diária por melhores condições de vida. “A nossa luta não é diferente da luta deles. Nós lutamos por um pedacinho de terra, moradia. Lá (em Piquiá de Baixo) nós lutamos por moradia, saúde e educação, porque as empresas siderúrgicas estão prejudicando nosso bairro”, afirma.

José Manoel da Silva, morador de Nova Conquista, fez um relato da história da atuação do Movimento dos Trabalhadores sem Terra na região sul do Maranhão e destaca o resultado das conquistas alcançadas. “Foi uma luta muito difícil, até porque depois de conquistar a terra, a luta continua para conseguir o necessário para viver com dignidade”.

O encontro contou também com uma apresentação teatral organizada pelos jovens do assentamento. E, ao final da atividade de intercâmbio entre as comunidade foi servido um jantar de confraternização aos presentes.

Fonte: Domingos de Almeida.

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