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PIQUIÁ DE BAIXO NA EDIÇÃO DE JUNHO DA REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ

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PIQUIÁ DE BAIXO NA EDIÇÃO DE JUNHO DA REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ

Salve-se quem puder? Não! O sentido comunitário é um “bichinho duro de matar”. Aliás, ele não morre.

À primeira vista, pareceu uma multidão de solidões amontoadas, olhos fixos e ouvidos atentos às falas vindas do palco. Diante da realidade sendo discorrida, parecia um salve-se quem puder. No entanto, aos poucos, vozes aqui e acolá começaram a sobressair. Não eram falas individuais, e sim lideranças que representam comunidades, organizações e grupos de pesquisas.

 

O sentido comunitário foi ganhando visibilidade, ele é um “bichinho duro de matar”. Uma esperança resiste, persiste, insiste.Com essa paráfrase de Eduardo Galeano, escritor uruguaio, pode-se dar uma imagem ao Seminário Internacional Carajás 30 Anos: Resistências e Mobilizações Frente a Projetos de Desenvolvimento na Amazônia Oriental que aconteceu em São Luis, capital do Maranhão, em maio de 2014.

 

Foi nesse Seminário que conheci moradores de Piquiá de Baixo, bairro da zona rural da cidade de Açailândia (MA), que nasceu em 1958 com os acampamentos de operários que ali se instalaram para construir a rodovia Belém/Brasília.

 

Hoje, Piquiá de Baixo está cercado por 5 siderúrgicas, unidades produtoras de ferro gusa, por armazéns de minério e pelos trilhos da Estrada de Ferro Carajás (EFC). A comunidade é impactada diretamente pela poluição emitida pelas indústrias. Além da poluição no ar, no solo e na água, há a poluição sonora das siderúrgicas e do trem que passa de hora em hora transportando minério com seus 330 vagões.

 

“Somos violentados em nossos direitos. As guseiras jogam pó de ferro em nossas casas. Será que é normal no mundo se enxergar o ar que se respira?”, questiona Willian Pereira de Melo, que precisou se mudar do bairro onde viveu 35 anos, devido à perda de 40% da visão e a um câncer de pele contraído pela esposa.

Pela contínua inalação de metais pesados, são comuns na população as doenças respiratórias como asma, bronquite, tosse crônica e alergias dermatológicas.

 

Essa é a história de uma comunidade que luta por seus direitos que são violados cotidianamente, a começar pelo ar que respiram. Ela busca o reassentamento.

A reportagem na integra você encontra nesta edição de junho da Revista Família Cristã. A luta de Piquiá de Baixo está na capa desta edição com a foto de Marcelo Cruz. É comum os moradores passarem as mãos nos móveis e as levantarem para mostrar a força do pó de ferro que invade constantemente as residências, deixando vencidos os moradores. Mas, no sentido comunitário, encontraram forças para lutar por seus direitos.

 

Osnilda Lima – Revista Família Cristã

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